quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Sou toda errada, desculpa...

Nunca pensei em escrever algo para ti, mas irei escrever agora. 
Gostava que soubesses que eu nunca pensei que fosses significar tanto para mim e que um dia eu teria a sorte de te ter na minha vida.
Poder fazer parte da tua vida, traz-me uma felicidade que não sei explicar. Amizade? Amor? Inexplicável o que é, mas tenho a certeza que algo tem de ser.
Agradeço todas as manhãs e todas as noites por teres entrado na minha bagunçada e turbulenta vida. Jamais imaginei contar-te todos os meus segredos com tanta calma e sinceridade.
Ter o prazer de refletir que tenho a liberdade para te ligar e apenas com um "vem ter comigo" te alegrar uma tarde, é das sensações mais prazerosas que alguma vez me percorreu o corpo.
Aquilo que temos, aquilo que vivemos, nunca irei esquecer, pois momentos tão maravilhosos não são esquecidos assim tão facilmente.
Peço perdão pelas vezes que errei contigo e por tudo aquilo de mal que já fiz... Mas, não sou perfeita. Não sou alguém que não comete erros, que não faz fitas desnecessárias... Muito pelo contrário. Eu faço birras, eu me irrito por tudo e por nada, eu, por vezes, até sou egoísta e não agradeço aquilo que fazes por mim. Por vezes, digo palavras que magoam e que nunca deveriam ter saído da minha boca e, acredita, nada me magoa mais do que saber que já te magoei com certas palavras ditas na impulsão de alguns instantes.
Sou uma pessoa errada e alguém tão certo quanto tu, não merece ter-me ao lado.
Sou toda errada, desculpa...


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Uma casa só nossa...

O que mais me irrita nisto tudo é que eu já poderia estar a dormir e não a escrever um texto às 5 e meia da manhã, a reclamar do facto de não estar já adormecida.
Odeio saber que a esta hora já estaria dormente nos teus braços e que, em vez disso, continuo mais do que acordada a pensar em tudo e mais alguma coisa que me vem à mente.
Sabes o que eu detesto de verdade? Não ter uma casa só nossa... Eu sei, somos novos para termos algo assim, porém a necessidade que eu criei de entorpecer agarrada a ti me faz imaginar o paraíso que seria, poder fazê-lo todas as noites, sem que ninguém nos incomodasse ou sem nos preocuparmos em acordar com pancadas fortes na nossa porta, no dia seguinte. Sem imaginarmos que a qualquer instante, alguém poderia entrar e arruinar um momento íntimo. Sem medo de fazer a cama ranger, de soltar os gemidos mais altos e não controlar respirações tão ofegantes e tão audíveis, presumindo que alguém nos possa ouvir...
Podermos ir tomar banho juntos e fazer a maior algazarra, sem darmos a mínima importância ao chão molhado, ao barulho causado e aos risos histéricos.
Sermos capazes de ir para a cozinha, preparar algo para comermos e ainda podermos pôr uma música no volume máximo, enquanto o fazemos.
Sentarmos na sala e passarmos horas a fio, a ver os mais variados filmes, desde animação até drama, desde comédia a ação...
Voltarmos para o quarto e trocarmos mais toques de puro amor e carinho. Deitarmos um ao lado do outro, quase sem fôlego e mesmo assim, acender um cigarro e conversarmos sobre tudo e sobre nada... Até, finalmente, adormecermos a sentir o calor que emana dos nossos corpos.

Não me digas que também não o desejas, pois eu sei que seria uma mentira.

Não quero!

Não quero perder-te de maneira alguma.
Não quero que os momentos mais maravilhosos sejam esquecidos e que tudo passe a ser um monte gigantesco de nada.
Mata-me a ideia de um dia já não seres tu a confortar-me, a ouvir-me, a beijar-me. Destrói-me o pensamento de haver outra pessoa que te agrade mais do que eu, que te cative mais do que eu, que te fascine mais do que eu... Corrói-me considerar fazer planos para o futuro com alguém que não és tu. Devasta-me o imaginar de outra pessoa a fazer-te sorrir tão verdadeiramente quanto eu faço. Aniquila-me a imagem de outros lábios tocarem os teus, se não os meus...
Amar-te é o que me faz sentir viva, o que me traz alegria, o que ilumina os cantos mais obscuros da minha mente, o que me oferece paz... Isso... Isso eu não quero abandonar por nada nesse mundo.
Os mais belos instantes foram passados contigo, as mais encantadoras palavras foram ditas por ti...
Pede-me tudo, mas não me peças para te esquecer.


Leva-me contigo...

Preciso de carinho, preciso de atenção... Sou uma pessoa faminta de mimos, beijos, abraços e noites contigo.
Portanto, leva-me contigo...
Leva-me a deitar na areia da praia debaixo do céu estrelado. 
Leva-me até ao lugar mais escondido dessa cidade e mostra-me a beleza de cada detalhe por detrás daquele sombrio sítio.
Leva-me a visitar os meus belos jardins e cheirar as mais perfumadas flores.
Leva-me a um museu e faz-me admirar as mais maravilhosas obras de arte... Ou apenas, deixa-me olhar para ti.
Leva-me ao cinema, para vermos um filme à tua escolha e deixa-me partilhar pipocas contigo, enquanto comentamos o filme inteiro e irritamos quem está à nossa volta.
Ou simplesmente, leva-me para o teu quarto... Mostra-me a bagunça que está nele e deixa-me desarrumá-lo ainda mais. Deixa-me sentir o teu cheiro como se acabasse de entrar numa loja de perfumes e só emanasse no ar o aroma do melhor perfume de todos. Permite-me puxar-te para a cama e enrolar-te nos lençóis que, mais tarde, exalará a essência de uns momentos de prazer.
Ou, apenas, deita-te ao meu lado, põe os teus braços à minha volta e consente-me a felicidade de, finalmente, estar no paraíso.


domingo, 16 de agosto de 2015

Realidade...

Encontrei um dos meus antigos cadernos, todo rabiscado e velho, que me trouxe muitas memórias.
Hoje, partilho este texto escrito por mim, há um ano atrás.
E para quem não entender o que este texto quer dizer... Eu gostava de não perceber.

"Nem sei o porquê de continuar escrevendo.
Escrevo para libertar do interior do meu ser, os pensamentos mais sombrios e maldosos que eu faço de tudo para esconder daqueles que mais amo, pois sei bem quem sou e não sou a menina sorridente de grande senso de humor que "todos" conhecem.
Essa menina morreu há muito tempo, mas eu não quero que ninguém saiba que eu a matei, cremei e, com muito cuidado, pus as cinzas numa seringa e tive uma trip para a realidade.



Quanto mais em penso em tudo aquilo que eu fiz e tudo aquilo que eu passei, mais eu me apercebo do ser repugnante e asqueroso que eu sou. Não sou um rosto bonito, com maquilhagem perfeita e lábios bem desenhados, sou alguém que esconde tantos segredos, que qualquer um sentiria repulsa ao ouvi-los.

Será que algum dia eu perderei esse nojo que eu tenho de mim mesma e do meu passado recente?"