segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Uma casa só nossa...

O que mais me irrita nisto tudo é que eu já poderia estar a dormir e não a escrever um texto às 5 e meia da manhã, a reclamar do facto de não estar já adormecida.
Odeio saber que a esta hora já estaria dormente nos teus braços e que, em vez disso, continuo mais do que acordada a pensar em tudo e mais alguma coisa que me vem à mente.
Sabes o que eu detesto de verdade? Não ter uma casa só nossa... Eu sei, somos novos para termos algo assim, porém a necessidade que eu criei de entorpecer agarrada a ti me faz imaginar o paraíso que seria, poder fazê-lo todas as noites, sem que ninguém nos incomodasse ou sem nos preocuparmos em acordar com pancadas fortes na nossa porta, no dia seguinte. Sem imaginarmos que a qualquer instante, alguém poderia entrar e arruinar um momento íntimo. Sem medo de fazer a cama ranger, de soltar os gemidos mais altos e não controlar respirações tão ofegantes e tão audíveis, presumindo que alguém nos possa ouvir...
Podermos ir tomar banho juntos e fazer a maior algazarra, sem darmos a mínima importância ao chão molhado, ao barulho causado e aos risos histéricos.
Sermos capazes de ir para a cozinha, preparar algo para comermos e ainda podermos pôr uma música no volume máximo, enquanto o fazemos.
Sentarmos na sala e passarmos horas a fio, a ver os mais variados filmes, desde animação até drama, desde comédia a ação...
Voltarmos para o quarto e trocarmos mais toques de puro amor e carinho. Deitarmos um ao lado do outro, quase sem fôlego e mesmo assim, acender um cigarro e conversarmos sobre tudo e sobre nada... Até, finalmente, adormecermos a sentir o calor que emana dos nossos corpos.

Não me digas que também não o desejas, pois eu sei que seria uma mentira.

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